Depois de 47 anos, às 20h, sexta-feira 31 de janeiro, o Reino Unido deixou a União Europeia. Foi em junho de 2016 que 52% dos cidadãos britânicos votaram no plebiscito que tencionava a saída do país do grupo.
De lá para cá, passaram-se quase quatro anos, dois adiamentos, três primeiros-ministros e vários acordos preteridos até que a saída da união finalmente se concretizasse.
O que mudará no Reino Unido com a saída da União Europeia?
Quando o referendo decidiu pela saída da União Europeia, nunca nenhum país havia deixado o bloco. Então não havia nenhum precedente de como o processo se daria e quais os efeitos teria sobre o país, razão de tornar o processo complexo e delicado.
Acredita-se que o Reino Unido terá maior controle sobre o próprio país principalmente sobre suas fronteiras, seu controle de imigração e sua economia. O país também estará apto a negociar acordos de livre comercio com as nações que desejar. As mudanças não serão instantâneas, já que ainda haverá um período de transição de 11 meses que poderá ser ampliado se necessário.
Durante esse período, a União Europeia e o governo britânico negociarão e definirão a sua relação a longo prazo em aspectos como aplicação da lei, compartilhamento de dados e segurança, padrões de aviação e segurança aérea, suprimento de insumos energéticos e regras de imigração.
Por enquanto, tudo permanece igual e os cidadãos não sentirão nenhuma mudança na prática. Mas muita coisa pode mudar em 2021, com o término do período a depender das decisões tomadas pelo país até lá.
Muda alguma coisa para brasileiros que querem visitar o Reino Unido?
A princípio, não há nenhuma mudança. Por não ter aderido ao acordo Schengen, o Reino Unido sempre teve o direito de impor requisitos a seu critério para a entrada de estrangeiros no país.
Por exemplo, um brasileiro que parte do Brasil para a França fará imigração na entrada da União Europeia e poderá circular em todos os demais países membro sem passar por outra inspeção imigratória. Mas se desejar seguir para o Reino Unido, mesmo que já esteja na Europa, deverá apresentar novamente o passaporte e ter a entrada no país liberada ou não pela imigração britânica. O sistema migratório adotado já era dessa forma e assim permanecerá, pelo menos por enquanto.
No entanto, há o temor que o Brexit provoque uma redução drástica no número de voos de companhias aéreas low cost entre o Reino Unido e os países da União Européia, caso o acordo entre as partes envolva algum tipo de restrição para viajantes provenientes das nações Schengen. Nesse caso, todos viajantes seriam afetados, com aumento das tarifas aéreas. No entanto, essa situação segue indefinida, até que os termos da saída sejam detalhados.